DILMA REAFIRMA COMPROMISSO COM MOVIMENTO NEGRO

Foto: Ichiro Guerra

Foto: Ichiro Guerra

A presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, foi recebida na manhã deste sábado (13), em Nova Lima (MG) ao som de música afro e o apoio da população no ato que marcou o encontro com o Movimento Negro. Durante o discurso, Dilma fez um balanço dos resultados dos esforços de seu governo na implementação de ações afirmativas de inclusão social e na equiparaç ão de oportunidades.

Dilma relacionou as principais conquistas na Educação nos 12 anos de governo petista como resultado de ações que serão mantidas em seu segundo mandato. “O Pronatec, programa que forma jovens, homens e mulheres adultos, trabalhadores, tem 8 milhões de matriculas realizadas, mais de 70% são negros. Negros, mulheres e jovens que constituem a maioria, justamente aqueles mais discriminados na nossa sociedade”, disse.

No ensino superior Dilma informou que as bolsas totais e parciais do Prouni e o financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), para jovens que fazem seu curso em universidades privadas tem a população negra como principal beneficiada. “Além disso, a lei de cotas nas universidades que garante que as universidades que eram eminentemente brancas tenham agora predominantemente a cor do Brasil, essa miscigenação que representamos. Da mesma forma, me orgulho da lei que garantiu pro serviço público federal que nos concursos, 20% preenchido por população afrodescendente”.

Convicção é importante para governar

Ao citar as dificuldades do debate que antecedeu a aprovação do projeto da Lei de Cotas Raciais, Dilma chamou a atenção para a necessidade de uma presidenta ter convicções dos seus projetos “Se a pessoa não quer ser pressionada, criticada, se a pessoa não quer que falem dela, não dá para ser Presidente da República. Acho que o presidente não pode mudar de posição de cinco em cinco minutos”, disse.

Em seguida, Dilma explicou que a convicção política de seu governo, mesmo sob ataques conservadores, conseguiu aprovar a Lei de Cotas no Congresso, que integrou outras ações afirmativas para superar as consequências de 300 anos de escravidão e o racismo que persiste deste período. “A Lei de Cotas, nas universidades e no serviço público, foi objeto da maior campanha e essa campanha contrária, você só resiste se tiver convicção (…) não dá para vacilar diante de twitter. Não pode”, concluiu.

Compromisso por respeito e igualdade

Ao final do encontro, Dilma reafirmou o compromisso com as lutas do Movimento Negro pela igualdade e a equiparação de oportunidades. “Quando a gente fala em ações afirmativas, é uma combinação de duas coisas: lutar contra discriminação e lutar a favor da cultura da manifestação cultural, que garante a diversidade nesse País. Assegurar que as religiões da matriz africana sejam respeitadas, assegurar que haja uma luta constante contra a violência que recai sobre a população negra”, concluiu.

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